Comitê da Cultura de Paz

Mulher e anjo

Carlos Brickmanm

Fonte: Observatório da Imprensa

Muitos ouviram falar de Oskar Schindler, o industrial alemão que salvou da morte muitos dos perseguidos pelo nazismo, e que foi celebrizado num belíssimo filme de Steven Spielberg, A lista de Schindler. Poucos conhecem a história de uma heroína que obteve resultados ainda maiores que os de Schindler: Irena Sendler. O livro A história de Irena Sendler – a mãe das crianças do Holocausto, da escritora polonesa Anna Mieszkowksa, que acaba de chegar às livrarias, conta a magnífica história dessa mulher notável.

Irena era assistente social em Varsóvia quando a capital polonesa foi ocupada pelos nazistas, em 1939. Os judeus foram levados para um gueto e lá deixados, para morrer de fome. Os sobreviventes seriam levados para campos de extermínio. Irena entrou na Zegota, organização clandestina de ajuda aos judeus, e arriscou diariamente sua vida para salvá-los. Mais de duas mil crianças sobreviveram ao massacre nazista graças à sua atuação pessoal.

Com o fim da guerra, Irena ficou na Europa comunista. Ela era ativista, mas não comunista; e por isso viveu sob rígida vigilância da polícia polonesa. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o colapso do comunismo na Europa Oriental, sua história se tornou conhecida. E está neste livro.

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