Comitê da Cultura de Paz

Como promover mudanças em meio a um ciclo destrutivo de violência?

O trabalho de John Paul Lederach como mediador e conciliador tem reconhecimento internacional. Fundador e diretor do Conflict Transformation Program e do Institute of Peacebuilding da Eastern Mennonite University, ele vem atuando como consultor e mediador direto em inúmeras situações, desde o conflito Miskito / Sandinista na Nicarágua até os conflitos na Somália, Irlanda do Norte, País Basco e Filipinas.

Em A Imaginação Moral, ele nos fala sobre a construção da paz com base em experiências pessoais de campo e aborda o cerne daquilo que é necessário para promover mudanças em meio a um ciclo destrutivo de violência, para alterar um relacionamento opressivo ou compreender as causas de um conflito aparentemente resistente a toda tentativa de pacificação.

Lederach lança mão da biologia, poesia, folclore e física, bem como da sabedoria anônima de pessoas que mostraram extraordinária coragem e habilidade em face da violência – tudo para revelar a essência de um processo eficaz de construção da paz.
O livro oferece um rico repertório de percepções, histórias e metáforas que apontam para a imaginação moral tão necessária aos nossos dias. A construção da paz envolve imaginar o que parece impossível em meio ao conflito, construir redes com a perícia e flexibilidade de uma aranha, examinar as questões com visão 360º e chegar aos objetivos por caminhos laterais como fazem os caranguejos, ouvir com respeito, discernir e potencializar as oportunidades.

Em meio à complexidade do mundo moderno e a partir do ponto de vista daquele que se vê no cenário caótico do conflito, o autor nos oferece um centro e um norte, aprofundando nossa compreensão e possibilitando assim o aprimoramento da prática da mediação e da conciliação.

“Este livro é um marco (…) Não há nenhum que se compare a ele na literatura sobre mudanças sociais, paz, conflito, teologia, ética ou espiritualidade, pois nele essas disciplinas se entrelaçam para formar um todo fluido e integrado.” 
R. Scott Appleby, historiador, e John M. Regan, Jr., diretor do Joan B. Kroc Institute for International Peace Studies da University of Notre Dame.